Por vezes dou por mim a pensar no critico que existe dentro de cada um de nós. Na falta de auto-estima que a maioria dos humanos tem e acima de tudo na necessidade que temos de desejar e rir do mal dos outros. Não digam que não são assim, pois somos todos, uns mais, outros menos (felizmente), mas todos nós já passámos pelo menos por uma destas situações.
Um exemplo prático é o que se passa por exemplo ultimamente com a austeridade em Portugal e os cortes dos subsídios de férias e de natal aos funcionários públicos. Não estou aqui para dar a minha opinião, pois sendo uma opinião, vale o que vale. Estou aqui apenas para rectificar que é sempre chato quando nos tiram algo que nos pertence (e não sabemos se nos vão voltar a devolver), e sempre que isso acontece devemos de lutar para reconquistar tal perda. Mas não, a felicidade destes funcionários não está em recuperar o que já lhes pertenceu. A felicidade deles está em ver os funcionários privados ficarem sem os mesmos subsídios, para que se encontrem em pé de igualdade.
Outro exemplo ainda mais recente tem a ver com o facto de Cristiano Ronaldo ter admitido em público que se sente triste, e que tudo isso se deve a uma eventual promessa de um novo contrato que não foi comprida (é o que se diz por ai). Óbvio que para nós comuns mortais e pelo sentido lógico um jogador de futebol seja ele qual for já ganha uma atrocidade de dinheiro. Quanto mais uma super vedeta como o Ronaldo que segundo se sabe ganha 10M anuais só pelo Real Madrid, contudo vamos por a coisa nestes modos. Quantos de nós que aufere um salário na casa dos 6000€ anuais (média do salário mínimo) dá a render 50 vezes mais que o que aufere anualmente a sua empresa? provavelmente ninguém! pois estaríamos a falar num rendimento anual de 300000€ por empregado daquela empresa. Um jogador de topo chega a dar de lucro ao clube 50 vezes mais por ano do que aquilo que aufere, tratando-se quase de uma situação de exploração. Mas quando estes se queixam que querem uma revisão de contrato, lá vimos todos nós criticar e chamar isto e aquilo e sabe-se lá mais o que ao jogador em questão. Se nós valesse-mos para a nossa empresa 50 vezes mais do que aquilo que ganhávamos certamente pediria-mos também uma revisão do contrato. Aliás eu próprio todos os anos peço para ser aumentado, por vezes tenho sorte, outras vezes nem por isso, mas esforço-me diariamente para que o aumento aconteça.
Uma coisa digo, é mais fácil criticar do que agir, é mais fácil deitar os outros abaixo do que tentar erguermos-nos.
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