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terça-feira, 31 de julho de 2012

Comércio de Rua

Sou um defensor do comércio de rua, é certo que num cento comercial temos tudo o que precisamos, mas estamos ali enfiados num espaço fechado e enfadonho, a ser atendidos por pessoas programadas para o fazerem na perfeição, mas para mim não há nada como passear pelas ruas de uma cidade e aproveitar cada loja que esta tem para nos oferecer.

O problema é que os funcionários e proprietários de lojas de rua não pensam em agradar e bem receber o cliente. Ainda no sábado passado passeava pela Avenida da Liberdade, uma das mais conceituadas avenidas para se fazer compra, há excepção das grandes marcas e lojas de Luxo, o comércio tradicional esqueceu os bons modos e já nem o boa tarde se usa para dar as boas vindas ao potencial cliente que acabou de entrar. Em vez disso as funcionárias de um sapataria discutiam qual o melhor biquíni para se usar este verão, e noutra loja um pouco mais abaixo a senhora que lá estava devia de sofrer de uma mudez rara pois não esboçou uma única palavrinha. Por várias vezes a palavra comprar foi pronunciada, e por várias vezes se mexeu no mesmo artigo o que demonstra um elevado interesse pelo mesmo, mas as funcionárias nem uma, nem duas, lá continuaram na sua amena conversa.

Um pouco mais acima, nos armazéns do Chiado, a questão mudou de figura, mal entravamos nas lojas éramos saudados com um bonito "boa tarde" que suava bem nos nossos ouvidos, seguido de um sorriso natural e da frase da praxe "sintam-se há vontade, se necessitarem de ajuda disponham", numa outra loja fomos recebidos com a promoção do dia e com mais uma série de ofertas que estavam disponíveis, e este tipo de pormenores é que matam o comércio de rua.

Ponham os olhos nestas máquinas de fazer dinheiro, cliente feliz e satisfeito volta, cliente maltratado ou ignorado não volta de certeza e diz a "terceiros" para não voltarem. 

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