"I rather die among brothers" este é o lema da série televisiva Spartacus, uma série que junta brutalidade com amor, romance, traição, luta pelo poder, amizade, irmandade, luta pela liberdade e muito, mas mesmo muito mais.
Engane-se quem pensa que é uma série só para homens, feita por homens. Na realidade é preciso não ser muito sensível e ter um pouco de estômago forte, mas esta história é qualquer coisa de genial. A luta de um grupo de escravos Gladiadores que eram treinados para combaterem entre eles até á morte numa arena cheia de Romanos, apenas para diversão destes. O espírito de camaradagem e irmandade destes quando lutavam contra os gladiadores de outro "senhor", mas quando se defrontavam uns aos outros o espírito era super competitivo, só um podia sair vivo da batalha, e como tal tinham de dar uma morte digna ao "irmão" da mesma casa. A revolta destes mesmos escravos contra o seu "senhor" que ao fim ao cabo só se importava com o dinheiro que podia fazer com as vitórias deles na arena, mas quando estes perdiam ele não os chorava. O amor incondicional destas máquinas assassinas pelas suas amadas, foi por elas que eles se tornaram gladiadores, e é por elas que eles não têm medo de morrer, tudo para as ver bem. A luta contra o império Romano que tenta de mil e uma maneiras vencer este grupo unido, lançando veneno entre eles, fazendo com que estes não se entendam e que se separem, tornando o grupo mais fraco, mas sempre sem sucesso; a maneira como este mesmo império suborna e corrompe antigos Gladiadores para se unirem a eles e lutarem contra este grupo.
Numa questão menos visual, as mensagens Filosóficas fazem-se passar em cada cena, não me admira que a civilização Romana, a para da Grega, tenham sido os pilares das civilizações de hoje em dia, apesar de que hoje em dia e cada vez mais olhamos primeiro para os nossos interesses, e só depois para os interesses comuns.
Aconselho vivamente a que vejam esta série e tentem abstrair-se da carnificina, foquem apenas a história e não se vão arrepender, e não se esqueçam se é para morrer, que seja pela nossa liberdade, e sempre entre "irmãos" pois sozinhos não temos muitas hipóteses.

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