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sexta-feira, 13 de abril de 2012

A kiss isn't just a kiss


Hoje é dia mundial do beijo, e contrariando a Sinatra "a kiss isn't just a kiss".

O beijo é uma das formas que a humanidade encontrou para expressar sentimentos afetivos ou amorosos (resumindo, positivos), mas é também um dos bons momentos de prazer que temos na vida. Nos seus “diálogos”, Platão declarava “sentir gozo ao beijar”. Hoje, muitos séculos depois da revelação que atingiu o famoso filósofo da Grécia Antiga, sabemos que isso acontece devido ao enorme conjunto de respostas físicas e psicológicas que o ato de beijar produz.

Numa tese de doutoramento apresentada a Faculdade de Medicina do Porto, sob o título “o beijo, tentativa psico-fisiológica” (1921), Germano Campos Monteiro estuda e explica o beijo. Classifica-o como “espontâneo”, integrado na mímica humana. O mesmo é dizer: primeiro vem o beijo, o impulso do contacto; só depois aparece a modificação do ato de beijar através da educação humana.

O beijo atinge a dimensão amorosa durante a puberdade, fase de grandes transformações físicas e da consciência do sexo. Lábios com lábios, libertamos substâncias neurotransmissoras que provocam bem-estar e excitação, caso da dopamina, que se relaciona com a endorfina, a “droga do prazer”. A boca, zona de transmissões nervosas, erógena, torna-se um centro de prazer ao contacto. Beijar faz bem ao coração. Literalmente: a pulsação dispara até 150 batimentos / minuto, o que melhora a oxigenação do sangue. É comum beijarmos de olhos fechados e fazemo-lo devido ao dilatar das pupilas – sinal de interesse pelo outro, dizem os entendidos.

Mais números para os entusiastas: num beijo intenso queimamos até 15 calorias e, além de carinho, trocamos várias substâncias – cerca de 250 bactérias na saliva e nove miligramas de água. Sabe melhor do que soa…  

P.S: todo este texto foi retirado da edição escrita do jornal metro de 13/04/12


  

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