Hoje é dia mundial do beijo, e contrariando a
Sinatra "a kiss isn't just a kiss".
O
beijo é uma das formas que a humanidade encontrou para expressar
sentimentos afetivos ou amorosos (resumindo, positivos), mas é também um dos
bons momentos de prazer que temos na vida. Nos seus “diálogos”, Platão declarava
“sentir gozo ao beijar”. Hoje, muitos séculos depois da revelação que atingiu o
famoso filósofo da Grécia Antiga, sabemos que isso acontece devido ao enorme
conjunto de respostas físicas e psicológicas que o ato de beijar produz.
Numa tese de doutoramento apresentada a
Faculdade de Medicina do Porto, sob o título “o beijo, tentativa psico-fisiológica”
(1921), Germano Campos Monteiro estuda e explica o beijo. Classifica-o como “espontâneo”,
integrado na mímica humana. O mesmo é dizer: primeiro vem o beijo, o impulso do
contacto; só depois aparece a modificação do ato de beijar através da educação
humana.
O beijo atinge a dimensão amorosa durante a
puberdade, fase de grandes transformações físicas e da consciência do sexo. Lábios
com lábios, libertamos substâncias neurotransmissoras que provocam bem-estar e
excitação, caso da dopamina, que se relaciona com a endorfina, a “droga do
prazer”. A boca, zona de transmissões nervosas, erógena, torna-se um centro de
prazer ao contacto. Beijar faz bem ao coração. Literalmente: a pulsação dispara
até 150 batimentos / minuto, o que melhora a oxigenação do sangue. É comum
beijarmos de olhos fechados e fazemo-lo devido ao dilatar das pupilas – sinal de
interesse pelo outro, dizem os entendidos.
Mais números para os entusiastas: num beijo
intenso queimamos até 15 calorias e, além de carinho, trocamos várias substâncias
– cerca de 250 bactérias na saliva e nove miligramas de água. Sabe melhor do
que soa…
P.S: todo este texto foi retirado da edição
escrita do jornal metro de 13/04/12
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